{"id":1253,"date":"2018-11-13T09:23:18","date_gmt":"2018-11-13T12:23:18","guid":{"rendered":"https:\/\/lade-oia.ufms.br\/?p=1253"},"modified":"2020-08-25T11:38:34","modified_gmt":"2020-08-25T15:38:34","slug":"energia-eolica-sera-segunda-maior-fonte-energetica-do-brasil-em-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lade.ufms.br\/en\/energia-eolica-sera-segunda-maior-fonte-energetica-do-brasil-em-2021\/","title":{"rendered":"Energia e\u00f3lica ser\u00e1 a segunda maior fonte energ\u00e9tica do Brasil em 2021"},"content":{"rendered":"<p>Em menos de tr\u00eas anos, a energia gerada a partir da for\u00e7a dos ventos dever\u00e1 ser a segunda principal fonte de energia do Brasil, atr\u00e1s somente da energia hidrel\u00e9trica. De acordo com dados divulgados pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica (ABEE\u00f3lica), esta fonte, que j\u00e1 representa 8% da produ\u00e7\u00e3o de energia do pa\u00eds, deve crescer mais meio ponto percentual em 2019 e ultrapassar a biomassa at\u00e9 2021.<\/p>\n<p>&#8220;A e\u00f3lica tem demonstrado uma vitalidade impressionante em pouco tempo. Todos estes n\u00fameros mostram n\u00e3o apenas um setor consolidado, mas demonstram que a energia e\u00f3lica tem um futuro promissor no Brasil&#8221;, afirma Elbia Gannoum, presidente Executiva da ABEE\u00f3lica, em comunicado.<\/p>\n<p>O ano de 2017 foi especialmente positivo para a ind\u00fastria da energia e\u00f3lica no Brasil. No per\u00edodo, a infraestrutura instalada gerou a quantidade recorde de 40,46 TWh de energia, o que significou um crescimento de 26,2% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Este valor atingiu 7,4% de toda gera\u00e7\u00e3o de energia injetada no Sistema Interligado Nacional e foi respons\u00e1vel pelo abastecimento de cerca de 22 milh\u00f5es de resid\u00eancias, o equivalente a 67 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<div>\n<p>&#8220;No Brasil, apesar de relativamente recente, j\u00e1 que se desenvolveu com mais for\u00e7a nos \u00faltimos oito anos, a energia e\u00f3lica j\u00e1 \u00e9 uma fonte consolidada, com uma ind\u00fastria 80% nacionalizada e com \u00f3timas perspectivas de crescimento e investimento. No ano passado [2017], a ind\u00fastria e\u00f3lica investiu R$ 11,4 bilh\u00f5es no Brasil&#8221;, contextualiza Gannoum.<\/p>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/p2.trrsf.com\/image\/fget\/cf\/460\/0\/images.terra.com\/2018\/11\/12\/5c838709-d894-4bc8-bd99-e6d41e4869df.jpg\" width=\"414\" height=\"276\" \/><\/div>\n<div>\n<p><em><em>Foto: DINO \/\u00a0DINO<\/em><\/em><\/p>\n<div>\n<p><strong>Energia E\u00f3lica no Brasil em Rela\u00e7\u00e3o ao Mundo\u00a0<\/strong>&#8211;\u00a0No in\u00edcio de 2018, o pa\u00eds subiu para a oitava posi\u00e7\u00e3o no ranking mundial do Global Wind Energy Council (Gwec) &#8211; at\u00e9 2012, o Brasil ocupava o modesto 15\u00ba posto na lista. Hoje, a capacidade instalada brasileira \u00e9 de aproximadamente 13 GW, distribu\u00eddos em 520 parques e\u00f3licos com 6.600 aerogeradores em opera\u00e7\u00e3o &#8211; 80% deste total est\u00e1 instalado no Nordeste.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p>Na distribui\u00e7\u00e3o global da produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica, o Brasil representa apenas 2%, quantidade similar \u00e0 da Fran\u00e7a (s\u00e9tima colocada no ranking) e \u00e0 do Canad\u00e1 (nono colocado). \u00c0 frente, est\u00e3o Reino Unido (sexto), Espanha (quinta), \u00cdndia (quarta), Alemanha (terceira), Estados Unidos (segundo) e China (l\u00edder).<\/p>\n<p>A China \u00e9, de longe, a que mais produz energia a partir dos ventos. Sua capacidade produtiva foi de 188 GW em 2017, equivalente a 35% de tudo que foi gerado pela matriz e\u00f3lica no planeta &#8211; os EUA produziram 89 GW, ou 17% do total. Al\u00e9m disso, os chineses tamb\u00e9m s\u00e3o os que mais investem: s\u00f3 no ano passado, foram 19,6 GW instalados, ou 37% de todo o investimento global no setor.<\/p>\n<p><strong>Futuro da Energia E\u00f3lica no Pa\u00eds e no Mundo <\/strong>&#8211;\u00a0De acordo com o Global Wind Energy Outlook, podemos prever um futuro no qual a energia produzida a partir dos ventos forne\u00e7a 20% da eletricidade de todo o mundo at\u00e9 2030. At\u00e9 l\u00e1, esta ind\u00fastria poder\u00e1 gerar mais de 2 GW e 2,4 milh\u00f5es de empregos, al\u00e9m de reduzir as emiss\u00f5es de carbono em cerca de 3,3 bilh\u00f5es de toneladas por ano. &#8220;O Acordo de Paris significa que precisamos produzir uma eletricidade descarbonizada at\u00e9 bem antes de 2050 e a energia e\u00f3lica ser\u00e1 protagonista dessa mudan\u00e7a&#8221;, afirmou em comunicado Steve Sawyer, secret\u00e1rio geral do Gwec.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>O crescimento do parque e\u00f3lico brasileiro \u00e9 fundamental para que o pa\u00eds cumpra o acordo clim\u00e1tico voluntariamente assumido pelo governo federal, em 2009. Na COP-15, em Copenhague, o Estado brasileiro se comprometeu a cortar as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa entre 36,1% e 38,9% em compara\u00e7\u00e3o com o ent\u00e3o cen\u00e1rio at\u00e9 2020. &#8220;A energia produzida pelos ventos \u00e9 renov\u00e1vel, n\u00e3o polui, possui baix\u00edssimo impacto ambiental e n\u00e3o emite CO2 em sua opera\u00e7\u00e3o&#8221;, explica a presidente da ABEE\u00f3lica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do ganho ambiental, a implementa\u00e7\u00e3o de novas usinas de energia e\u00f3lica gera fatores positivos para as economias locais. Nas propriedades de terra onde est\u00e3o instalados aerogeradores, \u00e9 poss\u00edvel realizar outras atividades produtivas. E tamb\u00e9m se trata de uma ind\u00fastria capaz de produzir emprego em regi\u00f5es mais remotas e menos desenvolvidas do ponto de vista econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Entre os estados brasileiros, o maior produtor \u00e9 o Rio Grande do Norte, com 137 parques e produ\u00e7\u00e3o de 3.722,5 MW &#8211; cada MW instalado representa 15 postos de trabalho. No pico de produ\u00e7\u00e3o, a soma dos parques e\u00f3licos do Nordeste pode abastecer at\u00e9 70,5% da necessidade energ\u00e9tica da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A expectativa da ABEE\u00f3lica em cinco anos \u00e9 instalar mais 200 novos parques e\u00f3licos e 4,7 GW de capacidade, levando o setor \u00e0 marca de 17,8 W &#8211; equivalente a 11% da produ\u00e7\u00e3o total de energia do pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<div>Fonte: <a href=\"http:\/\/bluevisionbraskem.com\/inovacao\/energia-eolica-sera-segunda-maior-fonte-energetica-do-brasil-em-2021\">BlueVision<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em menos de tr\u00eas anos, a energia gerada a partir da for\u00e7a dos ventos dever\u00e1 ser a segunda principal fonte de energia do Brasil, atr\u00e1s somente da energia hidrel\u00e9trica. 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